Conheça os golpes de engenharia social e saiba se proteger

Conheça os golpes de engenharia social e saiba se proteger

Nos tempos atuais, o ambiente digital se tornou o centro de diversas operações. Por isso, manter a segurança cibernética é essencial. No entanto, não são todos os riscos e ameaças que se originam de falhas técnicas ou vulnerabilidades de software. Uma das principais ameaças são os golpes de engenharia social.

Apesar de não ser uma estratégia nova, muitas pessoas e empresas são vítimas desse tipo de golpe. Isso porque, criminosos cibernéticos exploram o elemento humano, manipulando indivíduos para que revelem informações confidenciais ou realizem ações que comprometam a cibersegurança. 

Neste artigo explicamos o que são esses golpes, como eles funcionam, os mais comuns de serem aplicados e, mais importante, como se proteger deles. Então, para garantir um ambiente digital mais seguro, continue lendo este conteúdo até o final.

O que são golpes de engenharia social?

Como mencionado na introdução deste conteúdo, os golpes de engenharia social são aplicados usando como alvo os pontos mais fracos de uma organização. Ou seja, são feitos através da interação com humanos. 

Enquanto a maioria dos ataques cibernéticos explora falhas técnicas, a engenharia social explora as vulnerabilidades humanas. Muitas vezes, os criminosos cibernéticos se aproveitam de aspectos psicológicos para fazer suas vítimas. 

Esse tipo de golpe parte da premissa de que é muito mais fácil enganar e manipular um humano do que enfrentar e superar todas as camadas de defesas tecnológicas. Como, por exemplo, firewalls, softwares e antivírus.

Como funcionam?

Os golpes de engenharia social exploram características humanas e exploram o psicológico das vítimas. Fazendo uso de situações que abordam a confiança, medo, urgência ou empatia da vítima. 

Não é um tipo de golpe que ocorre de forma rápida. Para que os cibercriminosos tenham sucesso, é preciso paciência e tempo para criar uma conexão com a vítima e fazê-la cair no golpe. 

Para isso, primeiro os criminosos investigam a vítima em potencial, coletam informações que podem ser usadas para contornar protocolos de segurança ou obter dados. Gostos, comportamentos, coisas que a vítima não gosta, tudo isso é levado em consideração pelo golpista.

Dessa forma, ele saberá exatamente como abordar a vítima e ganhar sua confiança. A forma como essa abordagem é feita pode ser pelo criminoso se passando por alguma entidade oficial, por algum colega de trabalho ou até mesmo algum familiar. 

Com a confiança adquirida, o golpe entra em ação. Assim, o criminoso cibernético consegue ter acesso a informações confidenciais. Como a vítima acredita que está falando com alguém de confiança, muitas vezes ela nem percebe que está sendo coagida a fazer algo errado. 

Principais tipos de golpes de engenharia social

Existem diferentes táticas de golpes de engenharia social. Todas elas possuem o mesmo objetivo de persuadir a vítima a entregar dados importantes como informações de logins, entre outros.

Conhecer as principais táticas e suas particularidades é essencial para saber identificá-las e se proteger antes de ser tarde demais. Confira nos tópicos abaixo os principais tipos de golpe.

Phishing e suas variações

Sem dúvidas, o phishing é um dos tipos de golpes de engenharia social mais conhecidos e praticados. Ele é aplicado através do envio de mensagens fraudulentas, enviadas por SMS ou e-mail. 

Essas mensagens são enviadas por endereços que parecem legítimos, como se fossem de bancos, órgãos governamentais (Receita Federal, INSS, entre outros) ou empresas conhecidas com que a vítima possui alguma ligação. 

Com o passar dos anos, o phishing evoluiu e agora conta com as seguintes variações:

  1. Whaling: esse tipo de phishing tem um tipo de alvo específico. Diferente do phishing tradicional, que não existe um alvo pré-definido, no Whaling, apenas pessoas com cargos altos dentro de uma empresa são feitas de vítimas.
  2. Spear Phishing: o Spear Phishing funciona basicamente como o Whaling. No entanto, as vítimas podem ser um indivíduo específico ou um pequeno grupo de pessoas. 
  3. Vishing: esse é o phishing feito por voz. Com o avanço da tecnologia e da Inteligência Artificial, o Vishing tem sido cada vez mais aprimorado. Se antes os criminosos cibernéticos usavam a falsificação de identificador de chamadas para se passarem por instituições legítimas, agora conseguem até mesmo alterar as vozes para se passarem por pessoas que a vítima conhece.

Isca e Pretexting

Esses dois tipos de golpes de engenharia social funcionam através da criação de um cenário imaginável. No caso da Isca, por exemplo, o golpista atrai a vítima com alguma coisa que é desejável a ela. 

Como a promessa de um software premium com desconto, um brinde exclusivo, entre outros. Nesses casos, a curiosidade, ou até mesmo a ganância, faz a vítima clicar em links maliciosos que irão comprometer seus dados.

O Pretexting cria um pretexto, ou seja, cria um cenário falso, para enganar a vítima até que ela forneça as informações que o criminoso deseja. Nesses casos, o golpista se passa por colega de trabalho, técnico de TI, chefe da vítima ou qualquer outra pessoa que possa ter um motivo real para querer aqueles dados.

Como se proteger de golpes de engenharia social?

Como ficou claro até aqui, o fator humano é o elo mais fraco quando falamos de golpes envolvendo a segurança cibernética, principalmente nos casos de golpes de engenharia social. 

Para se proteger desses golpes, existe uma combinação de conscientização e adoção de boas práticas de cibersegurança. Abaixo, exploramos mais as formas como pessoas físicas e organizações podem se proteger.

Continue lendo para saber mais.

Pessoas físicas

Para pessoas físicas, o recomendado é sempre desconfiar de situações que parecem boas demais para serem verdadeiras, como promoções imperdíveis e brindes caros. Também não se deve confiar em links e anexos que não parecem legítimos.

Só faça o download de arquivos que você pediu e, antes disso, confira se quem enviou é de confiança e se o nome no arquivo não apresenta nada de suspeito. 

Jamais exponha muito da sua vida pessoal ou profissional nas redes sociais. Esse é um caminho bastante usado por criminosos cibernéticos para adquirir informações para aplicar o golpe.

Se receber algum pedido para liberação de dados, confirme a identidade de quem está pedindo. Entre em contato com a pessoa por outro meio, explique a situação e só então forneça as informações.

Desconfie de toda situação em que as coisas precisam ser feitas com urgência. Golpistas passam essa sensação de emergência para que não dê tempo das vítimas pensarem com clareza e agir de forma abrupta. 

Empresas 

Empresas também precisam saber como se proteger, visto que são constantemente alvo de golpes de engenharia social.

Para isso, o primeiro passo é investir em programas de treinamento para todos os funcionários. Esses programas devem focar em ensinar a equipe a identificar e responder a diferentes tipos de ataques de engenharia social.

Também é crucial que a organização conte com políticas claras de segurança da informação. Além de criar essas políticas, é de responsabilidade da empresa assegurar que todos os funcionários as sigam. 

Restringir o acesso a dados sensíveis e valiosos é fundamental para ter mais controle de acesso. Para isso, a empresa deve liberar somente os dados e sistemas essenciais para as funções de cada equipe.

E claro, implementar sistemas de segurança robustos, como soluções anti-phishing, segurança de endpoint e autenticação multifatorial é extremamente importante para mitigar as ameaças.

Conte com a RightSec Brasil

A RightSec Brasil conta com diversas soluções de segurança cibernética que podem ser implementadas para proteger empresas e indivíduos dos golpes de engenharia social. Além disso, oferece consultoria para que as empresas possam entender as abordagens de proteção de dados.
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