Deepfake: conheça os perigos da IA e saiba como se proteger

Deepfake: conheça os perigos da IA e saiba como se proteger

A inteligência artificial oferece muitos benefícios. Mas, também pode ser usada para o mal, como nos casos de deepfake. Leia o texto e saiba mais.

Esta tecnologia, que combina inteligência artificial e aprendizado de máquina, permite a criação de vídeos, áudios e imagens tão realistas que se tornam quase impossíveis de detectar que são imagens e sons falsos.

O objetivo deste artigo é alertar sobre os perigos do deepfake, explicar como criminosos a utilizam para aplicar golpes e fornecer as ferramentas necessárias para que você possa se proteger. Então, continue com a leitura até o final para saber como se prevenir.

O que é Deepfake?

Para entender a gravidade da situação, é fundamental compreender o que é deepfake. O termo é uma fusão de “deep learning” (aprendizado profundo) e “fake” (falso), em inglês. 

Trata-se de uma técnica de inteligência artificial que utiliza redes neurais complexas para manipular ou gerar conteúdo visual e auditivo. Isso permite substituir o rosto de uma pessoa em um vídeo ou criar uma voz artificial que imita perfeitamente a de um indivíduo real, fazendo-o dizer coisas que nunca disse.

A tecnologia funciona analisando grandes volumes de dados de uma pessoa-alvo. Com base nisso, os algoritmos aprendem características faciais, expressões e padrões de fala. Em seguida, geram um novo conteúdo que parece autêntico. A sofisticação dessas criações tem crescido exponencialmente, tornando a detecção cada vez mais desafiadora e os riscos maiores.

Como deepfakes são usados em golpes

A capacidade de criar conteúdo falso, mas extremamente realista, transformou o deepfake em uma ferramenta poderosa para criminosos. Os golpes são variados e podem causar danos financeiros e reputacionais.

Nos tópicos a seguir falamos mais detalhadamente sobre cada linha de golpe. Confira.

Fraude Financeira e Phishing

Um uso alarmante, e um dos mais usados, é em fraudes financeiras. Criminosos criam áudios ou vídeos falsos de executivos solicitando transferências urgentes.

Um dos casos mais conhecidos é o que envolveu o CEO de uma empresa de energia do Reino Unido, enganado por uma voz de IA que imitava o diretor da empresa controladora, um funcionário realizou uma transferência de €220.000 para um criminoso.

Em outro incidente, um funcionário em Hong Kong pagou US$ 25 milhões após uma reunião de vídeo com o que acreditava serem colegas e o CFO, todos gerados por deepfake. 

O deepfake phishing também ocorre quando golpistas se passam por familiares em chamadas de vídeo, pedindo dinheiro sob pretexto de emergência. A autenticidade aparente torna esses golpes difíceis de detectar.

Extorsão e Chantagem

Infelizmente, uma grande parte dos deepfakes online é de natureza pornográfica não consensual. Estima-se que até 96% dos deepfakes na internet sejam desse tipo.

Criminosos utilizam a tecnologia para criar vídeos íntimos falsos com o objetivo de extorquir as vítimas. A ameaça de divulgação pode levar as pessoas a cederem às exigências, causando traumas profundos.

Desinformação e Manipulação

Deepfakes são potentes para a disseminação de desinformação. Vídeos falsos de líderes políticos podem ser criados para influenciar a opinião pública ou manipular eleições. A capacidade de gerar narrativas falsas com alto realismo representa uma ameaça à estabilidade social e à confiança nas instituições.

Roubo de Identidade

Com a dependência de sistemas biométricos, o deepfake ameaça a identidade digital. Golpistas podem burlar sistemas de reconhecimento facial e de voz para abrir contas bancárias ou acessar informações confidenciais em nome da vítima.

Deepfake é crime?

A questão se deepfake é crime depende do uso específico da tecnologia. No Brasil, embora não exista uma lei única para o termo, seu uso malicioso é enquadrado em crimes já existentes no Código Penal e na Lei de Crimes Cibernéticos

Como, por exemplo:

  • Difamação e Calúnia: criar deepfakes para denegrir a imagem ou imputar crimes falsamente.
  • Estelionato: usar a tecnologia para enganar pessoas e obter vantagem financeira ilícita.
  • Pornografia Não Consensual: produzir e divulgar conteúdo íntimo falso sem consentimento é crime grave.
  • Falsidade Ideológica: manipular identidade para fins ilícitos.
  • Manipulação Eleitoral: o TSE possui regras contra a disseminação de informações falsas que afetem o processo eleitoral.

Como identificar um deepfake

Apesar da sofisticação, existem sinais que ajudam na identificação. A atenção aos detalhes é fundamental. Observe se o piscar de olhos é natural e se os movimentos da boca sincronizam perfeitamente com o áudio.

Preste atenção à iluminação e sombras. Há trepidações ou bordas borradas ao redor do rosto? Esse é um clássico sinal de imagem manipulada. A voz soa robótica ou com falta de entonação? Pequenas falhas no áudio também são grandes indicativos.

Observe cabelos, dentes e óculos. Deepfakes costumam ter dificuldade em renderizar esses elementos com perfeição. E, sempre questione a origem do conteúdo e se a mensagem é plausível.

Como se proteger

Adotar medidas proativas é essencial para garantir sua segurança digital. Como:

  • Verificação de Identidade: se receber um pedido incomum, desligue e ligue de volta para um número conhecido da pessoa por outro canal.
  • Códigos Familiares: crie uma “palavra-passe” com familiares para confirmar a identidade em situações de emergência.
  • Desconfie da Urgência: golpistas usam pressão psicológica. Se o pedido exige ação imediata, verifique com calma.
  • Proteção Digital: mantenha softwares atualizados e utilize autenticação de dois fatores (MFA) em todas as contas.
  • Educação: Mantenha-se informado sobre as novas táticas de golpes para aumentar sua percepção de risco.

Conclusão

O deepfake exige de todos um olhar mais crítico e uma postura proativa. Estar ciente dos riscos e saber identificar os sinais são passos essenciais para navegar com segurança no mundo conectado.

Para garantir a máxima proteção contra ameaças cibernéticas, conte com especialistas. A RightSec Brasil é líder em segurança cibernética, oferecendo soluções completas como governança, gestão de riscos, monitoramento 24/7 e resposta a incidentes. 

A RightSec Brasil ajuda a fortalecer suas defesas digitais de forma estratégica. Não espere ser uma vítima; proteja-se agora. Converse com nossos especialistas e descubra como manter seus dados e sua empresa seguros.


Perguntas Frequentes

1. O que é deepfake?

Deepfake é uma tecnologia de IA que cria vídeos, áudios e imagens falsas, mas extremamente realistas..

2. Como os deepfakes são usados em golpes?

Deepfakes são usados em fraudes financeiras, phishing, extorsão, desinformação e roubo de identidade.

3. Deepfake é crime no Brasil?

Embora não haja uma lei específica para “deepfake”, seu uso malicioso pode ser enquadrado em crimes já existentes no Código Penal e na Lei de Crimes Cibernéticos.

4. Como posso me proteger de deepfakes?

Verifique a identidade de quem faz pedidos incomuns, crie códigos de segurança com familiares, desconfie de urgência e mantenha seus softwares atualizados com autenticação de dois fatores.

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